Eu só queria algo bem imprevisível, talvez um esbarrão ocasional durante um passeio noturno, e então eu poderia te ver de perto de novo, ter uma conversa descontraída, rir da mesma piada, mesmo que por obrigação, quantas vezes fosse preciso, para que aquele sorriso bobo se abrisse em teu rosto. Queria não ter medo de te pedir pra voltar...
Posso citar uma lista enorme de desculpinhas baratas pra justificar o último pedido que eu te fiz, mas por trás delas a única justificativa válida era o medo. É que pra mim as coisas sempre foram assim: esse jogo eterno de me encontrar e me perder, me perder e te achar. Nunca esperei que você se tornasse meu porto seguro, sempre quis minha liberdade e só, agora eu vejo o quão confuso é não ter pra quem correr, voltar, depois de ter quebrado feio a cara, não poder te pedir para me cuidar, segurar a minha mão e me guiar de volta para o caminho certo.
Eu só queria poder voltar o tempo, destruir aquela cena. Queria que você tivesse insistido mais, que não tivesse me virado as costas e seguido um caminho completamente inverso ao meu.
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